terça-feira, 25 de março de 2008

Teatro

Teatro

Sentimentos que rasgam,
transpassando a alma.
Pensamentos que destoam,
lembranças que atordoam,
ferida que não sara.
Felicidade ressentida,
desespero de uma vida
vivida sem pretensão,
pretensiosamente em vão.
Fingir sinceramente
é mais concreto que a verdade.
Não existe, simplesmente,
o que se crê realidade.
Obrigação de querer o inatingível
é a arte de ser outro,
é perceber-se morto
ao desvelar o invisível.
Se o nada cabe em tudo,
se o fim não acaba de fato,
o que é, então, o mundo
senão um imenso teatro?

25/7/06

Um comentário:

Mari disse...

uma peça que não permite ensaios...
carpe diem!
;o)