terça-feira, 16 de junho de 2009

Nuvem

Vulnerável.
Incrivelmente sem chão,
rasgado de ponta a ponta
pelo temor impalpável.
Sem lembranças,
segue seu caminho só.
Conhece apenas o sol
e seus pensamentos de criança.
Vaga.
É somente nuvem,
mas não consegue chover.
Nem mesmo se enxerga.

Um comentário:

Tânia regina Contreiras disse...

Oi, Lenita, obrigada pela visita ao meu blog...Eu fico aqui esperando um novo post seu, pois já li todos...Você me lembra a minha primeira poeta de leitura, nos idos anos da minha adolescência: a Florbela Espanca. Continue, você tem talento, seus poemas vêm do mais profundo da alma.
Bjos