Li seus poemas
e me vi ali, escrita.
Cada musa tem
o poeta que merece.
domingo, 30 de maio de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Sou poeta
Agora sou poeta também
Sem deixar de ser minha própria musa.
Continuarei assim,
Brincando com as palavras
E com os corações.
Sem deixar de ser minha própria musa.
Continuarei assim,
Brincando com as palavras
E com os corações.
No meio do fundo
O poeta está poetando em algum lugar
Quem sabe no meio da rua
Ou no início do quarto
Talvez no fim do mundo
Não sei...
Quem sabe no meio da rua
Ou no início do quarto
Talvez no fim do mundo
Não sei...
Olhar
Não queira ser meu
Oh Romeu
Oh Proteu
Pois eu não sou eu
Sou Ninguém
Esperando pelo ciclope
Que vou cegar
Sem espada
Só com o olhar
Qual górgona
Oh Romeu
Oh Proteu
Pois eu não sou eu
Sou Ninguém
Esperando pelo ciclope
Que vou cegar
Sem espada
Só com o olhar
Qual górgona
Banquete
Quer virar banquete?
Quer ser devorado
Estraçalhado
Estilhaçado
Por mim?
Você é fênix?
Se for
Pode ter até repetição
Senão
Melhor nem provar
Quer ser devorado
Estraçalhado
Estilhaçado
Por mim?
Você é fênix?
Se for
Pode ter até repetição
Senão
Melhor nem provar
Sol
O sol não veio hoje
Pois a névoa encobriu o céu
Meu rosto não sorriu,
se anuviou...
O frio me seguiu
O calor não me abrasou
E essa sutil rota
Que faz meu corpo todo
Entre roupas rotas
À procura de uma cama quente
É para chorar o sol
Que não veio hoje.
Pois a névoa encobriu o céu
Meu rosto não sorriu,
se anuviou...
O frio me seguiu
O calor não me abrasou
E essa sutil rota
Que faz meu corpo todo
Entre roupas rotas
À procura de uma cama quente
É para chorar o sol
Que não veio hoje.
Máscara
Se as cortinas se abrirem
E a máscara cair
Tente não perder o encanto.
Mais que um personagem
É uma pessoa que ali está
Que não quis se mostrar
Se camuflou para se proteger.
No teatro da vida
Faz parte recriar-se,
Reinventar-se, rearrumar-se.
Ser outro para ser você.
E a máscara cair
Tente não perder o encanto.
Mais que um personagem
É uma pessoa que ali está
Que não quis se mostrar
Se camuflou para se proteger.
No teatro da vida
Faz parte recriar-se,
Reinventar-se, rearrumar-se.
Ser outro para ser você.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Título
Sou como livro.
Tenho título e subtítulo.
Autor e ilustrador.
Capa vistosa.
Conteúdo interessante.
Algumas reticências...
Muitas palavras!
Páginas e páginas de histórias.
Boa parte de memórias.
Leia também nas entrelinhas.
Tenho título e subtítulo.
Autor e ilustrador.
Capa vistosa.
Conteúdo interessante.
Algumas reticências...
Muitas palavras!
Páginas e páginas de histórias.
Boa parte de memórias.
Leia também nas entrelinhas.
terça-feira, 30 de março de 2010
Cara no chão.
Passando pelos becos da cidade,
uma cena chamou minha atenção:
vi o amor descendo a ladeira
prestes a cair de cara no chão.
uma cena chamou minha atenção:
vi o amor descendo a ladeira
prestes a cair de cara no chão.
Imemória
Por que rasguei as lembranças
de uma vida inexistente?
Sabe-se lá Deus
o que se passa por detrás
das difíceis mentes...
Engessada, a memória falhou.
Doce foi perder o que não tive.
E triste foi saber que aconteceu.
de uma vida inexistente?
Sabe-se lá Deus
o que se passa por detrás
das difíceis mentes...
Engessada, a memória falhou.
Doce foi perder o que não tive.
E triste foi saber que aconteceu.
Murmúrios sentimentais
Perdidas as crenças,
velam-se os sonhos
contidos em si.
Pertence a quem
tamanha maldade?
Repetidos versos
coroam a negação:
vozes secas e sós
assolam as preces
dos mais devotos
murmúrios sentimentais.
velam-se os sonhos
contidos em si.
Pertence a quem
tamanha maldade?
Repetidos versos
coroam a negação:
vozes secas e sós
assolam as preces
dos mais devotos
murmúrios sentimentais.
segunda-feira, 22 de março de 2010
La vie en rose
Havia me jurado
pela vida inteira
e não menos que isso.
Agora não vejo mais
la vie en rose.
pela vida inteira
e não menos que isso.
Agora não vejo mais
la vie en rose.
sábado, 20 de março de 2010
Por quê?
Por que amar alguém
cujo rosto é mistério
cujo segredo reside
em não expressar o óbvio.
Por que amar alguém
tão diferente e intenso
tão verdadeiro e manso
guardando para si
o instito ávido de existir.
Por que amar alguém?
cujo rosto é mistério
cujo segredo reside
em não expressar o óbvio.
Por que amar alguém
tão diferente e intenso
tão verdadeiro e manso
guardando para si
o instito ávido de existir.
Por que amar alguém?
quinta-feira, 18 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Estar
Espero olhares...
espelho desejos
espalho amores
espio rumores
esboço bordejos
esgoto os mares.
espelho desejos
espalho amores
espio rumores
esboço bordejos
esgoto os mares.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Tristeza
Às vezes eu sei o que é tristeza.
Nem sempre a reconheço
e nego até a morte que ela exista.
Ainda sim sei que sou triste,
não porque sinto a tristeza
mas porque a vivo.
Nem sempre a reconheço
e nego até a morte que ela exista.
Ainda sim sei que sou triste,
não porque sinto a tristeza
mas porque a vivo.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Capitular
Caminho sozinha.
Não sei aonde irei
em busca das palavras
que nunca direi.
Vejo cores repletas de alma,
almas repletas de dores,
dores repletas de calma,
calma repleta de cores.
É um cenário singular e imenso.
Irregular, posto que é intenso,
e capitular, posto que é meu.
Não sei aonde irei
em busca das palavras
que nunca direi.
Vejo cores repletas de alma,
almas repletas de dores,
dores repletas de calma,
calma repleta de cores.
É um cenário singular e imenso.
Irregular, posto que é intenso,
e capitular, posto que é meu.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Nuvem
Vulnerável.
Incrivelmente sem chão,
rasgado de ponta a ponta
pelo temor impalpável.
Sem lembranças,
segue seu caminho só.
Conhece apenas o sol
e seus pensamentos de criança.
Vaga.
É somente nuvem,
mas não consegue chover.
Nem mesmo se enxerga.
Incrivelmente sem chão,
rasgado de ponta a ponta
pelo temor impalpável.
Sem lembranças,
segue seu caminho só.
Conhece apenas o sol
e seus pensamentos de criança.
Vaga.
É somente nuvem,
mas não consegue chover.
Nem mesmo se enxerga.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Casca
Já nem sei se moro em mim.
Perdi o que tinha de bom:
sucumbi.
Sou casca: seca e oca.
O gosto que tenho na boca
não reconheço,
só sinto áspera a língua,
parece estar do avesso.
Acho que fui ferida.
Mas não senti.
Acho que não tenho vida,
mas nem soube que morri...
Perdi o que tinha de bom:
sucumbi.
Sou casca: seca e oca.
O gosto que tenho na boca
não reconheço,
só sinto áspera a língua,
parece estar do avesso.
Acho que fui ferida.
Mas não senti.
Acho que não tenho vida,
mas nem soube que morri...
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